Passeios no Chile saindo de Santiago: neve, cordilheira, litoral e vinícolas
Valle Nevado, Cajón del Maipo, Valparaíso, Isla Negra e as vinícolas: o que é cada passeio saindo de Santiago, quanto tempo leva e em que época ir.
Valle Nevado, Cajón del Maipo, Valparaíso, Isla Negra e as vinícolas: o que é cada passeio saindo de Santiago, quanto tempo leva e em que época ir.
Santiago é uma das capitais mais generosas da América do Sul para quem tem poucos dias: em cerca de uma a duas horas de estrada você chega à neve dos Andes, a uma represa de água turquesa a 2.500 metros de altitude, ao litoral do Pacífico ou a uma vinícola com degustação. Quase tudo sai e volta no mesmo dia.
Este texto explica o que é cada um dos passeios clássicos, onde ele fica e em que época do ano ele funciona de verdade. É a parte que ninguém conta antes: no Chile a pergunta não é "o que eu quero ver", é "o que está aberto no mês em que eu vou".
Quem escreve aqui monta roteiros em Sergipe e também opera o Chile. Os passeios no Chile saindo de Santiago ficam no @viagem.paraochile, e é por lá que a gente atende quem quer fechar.
Nenhum passeio deste texto exige trocar de cidade. Você dorme em Santiago todas as noites e sai de manhã para uma direção diferente: leste para a cordilheira, oeste para o mar, sul para os vinhedos.
A distância muda pouco de um para o outro. O que muda de verdade é a época, e é por isso que a coluna da direita da tabela é a mais importante das três.
| Passeio | Onde fica | Melhor época |
|---|---|---|
| Valle Nevado | Cerca de 46 km de Santiago, base a 3.000 m | Junho a setembro |
| Farellones | Cerca de 36 km, a cerca de 2.400 m | Junho a setembro |
| El Colorado | Cerca de 39 km, de 2.250 m a 3.333 m | Junho a setembro |
| Embalse el Yeso | Cerca de 100 km, a cerca de 2.500 m | Novembro a abril |
| Termas de Colina | No alto do Cajón del Maipo, a cerca de 3.500 m | Outubro a março |
| Viña del Mar e Valparaíso | Cerca de 120 km pela Ruta 68 | Todo o ano |
| Isla Negra | Cerca de 96 km, no litoral central | Todo o ano |
| Algarrobo | No mesmo litoral, a cerca de 100 km | Todo o ano |
| Vinícola Concha y Toro | Pirque, cerca de 1 hora de Santiago | Todo o ano |
| Vinícola Undurraga | Talagante, cerca de 35 km | Todo o ano |
| Vinícola Alyan | Pirque, no Valle del Maipo | Todo o ano |
| City tour em Santiago | Na própria cidade | Todo o ano |
É lá que a gente fala sobre esses passeios e atende quem quer fechar. Siga para acompanhar.
As três estações ficam na mesma subida, o Camino a Farellones, e é por isso que aparecem juntas em quase todo roteiro. A temporada de esqui vai de junho a setembro. Fora dela a montanha continua bonita, mas a neve não está garantida em lugar nenhum.
É a maior estação de esqui da América do Sul e a mais alta das três: a base fica a cerca de 3.000 metros e o topo passa dos 3.600. Fica a cerca de 46 km de Santiago, o que na prática dá em torno de uma hora e meia de subida.
É para onde vai quem quer esquiar de verdade, com pista para todos os níveis. Também é a que mais cobra da respiração de quem chegou do nível do mar no dia anterior.
É a mais próxima, a cerca de 36 km, e a mais baixa, em torno de 2.400 metros. Foi o primeiro centro de esqui do Chile e hoje é a parada mais fácil para quem não vai esquiar: tem tobogã, câmara de neve, restaurante e o mirante da cidade lá embaixo.
Se a viagem tem crianças ou gente que só quer ver e pisar na neve, é aqui que o dia rende mais.
Fica logo acima de Farellones, a cerca de 39 km de Santiago, e é a estação com o maior desnível das três: vai de 2.250 a 3.333 metros. Costuma ser a escolha de quem está aprendendo, porque concentra escola e pistas fáceis na parte de baixo.
É exatamente por essa lista que a maioria sobe com transporte e guia, e não de carro alugado.
As saídas de Valle Nevado e Farellones ficam no nosso perfil, com as datas da temporada.
Esse é o passeio do verão, quando a neve já não é a atração. O Cajón del Maipo é o vale que sai de Santiago para o sudeste, com cerca de 100 km de estrada seguindo o rio para dentro dos Andes.
É uma represa a cerca de 2.500 metros de altitude, com a água num azul-turquesa que parece editado e os picos nevados em volta. É o cartão-postal do vale e a foto que faz a maioria das pessoas quererem o passeio.
A estrada do trecho final é de terra e pedra solta. A melhor época vai de novembro a abril: no inverno a neve e o gelo fecham o caminho sem aviso.
Ficam no fim do vale, a cerca de 3.500 metros, e são piscinas termais naturais em degraus na encosta, com a temperatura variando de uma para a outra. Não é spa: é poça de água quente no meio da montanha, e é essa a graça.
Costumam entrar no mesmo dia do Embalse el Yeso, num passeio que ocupa o dia inteiro, com saída de Santiago de manhã cedo e volta no fim da tarde. A recomendação de ir entre outubro e março vale ainda mais aqui, pela altitude.
O passeio de Cajón del Maipo e Embalse el Yeso é um dos que a gente opera, e é por lá que ele é fechado.
A oeste de Santiago, pela Ruta 68, a paisagem troca de cordilheira por mar em cerca de uma hora e meia. Dá para juntar mais de um destino no mesmo dia, porque eles são vizinhos.
São duas cidades coladas e opostas em tudo. Viña del Mar é a cidade-jardim: praia urbana, avenida arborizada, cassino e o relógio de flores. Valparaíso é o porto que sobe o morro em ladeiras, elevadores antigos e casas coloridas, e tem o centro histórico reconhecido como Patrimônio Mundial pela Unesco desde 2003.
Ficam a cerca de 120 km de Santiago. Num dia dá para ver as duas, aceitando que você vai conhecer Valparaíso por um recorte: a cidade é grande e os morros são muitos.
Não é uma ilha. É um balneário a cerca de 96 km de Santiago, e o que leva gente até lá é a casa de Pablo Neruda, o poeta que ganhou o Nobel de Literatura. A casa é hoje um museu de frente para o mar, montada por ele como se fosse um navio, com as coleções que ele juntou a vida inteira.
É passeio de ritmo lento, e combina com quem gosta de museu e de lugar com história. Quem viaja atrás de praia vai achar pouco.
Fica no mesmo litoral, a cerca de 100 km de Santiago, e ficou conhecido por causa do condomínio San Alfonso del Mar, que tem a maior piscina de água cristalina do mundo, com recorde no Guinness e mais de um quilômetro de comprimento.
Vale saber de uma coisa antes: a piscina é privada, de um condomínio. O passeio comum é ver o conjunto de fora e aproveitar a praia e a cidade.
Santiago tem vinhedo a menos de uma hora do centro, e é aí que fica a diferença mais interessante do Chile: você almoça na cidade e às três da tarde está numa adega. As três mais procuradas são muito diferentes entre si.
É a mais famosa do Chile, fundada em 1883, em Pirque, a cerca de uma hora de Santiago. O tour passa pelo parque, pelos vinhedos e pela adega antiga, e termina em degustação, incluindo o famoso Casillero del Diablo, que nasceu da lenda contada ali.
É a mais estruturada e a mais movimentada. Se é a sua primeira vinícola, é a que entrega mais explicação.
Fica em Talagante, a cerca de 35 km da capital, e é a alternativa mais tranquila à Concha y Toro. Tem parque histórico, jardim desenhado no século XIX e um clima mais intimista, com grupos menores.
Também em Pirque, no Valle del Maipo, é a mais nova das três e a menor: produção artesanal e visita de poucas pessoas. A degustação costuma ser no fim da tarde, acompanhada de tábua de queijos, com o sol caindo atrás da cordilheira.
É a escolha de quem já fez tour de vinícola grande e quer o oposto disso.
Vale um dia, e de preferência o primeiro: é o passeio que explica a cidade antes de você sair dela. O roteiro clássico junta a Plaza de Armas, centro da cidade há mais de 500 anos, o palácio de La Moneda, o cerro Santa Lucía, o Mercado Central e o bairro Lastarria.
Os dois miradouros são o que fecha o dia. O Cerro San Cristóbal, com o funicular e a vista do parque, e o Sky Costanera, no topo do edifício mais alto da América do Sul, com 300 metros e vista de 360 graus: é de lá que se entende o desenho da cidade encaixada entre os Andes e a costa.
Quem escreve aqui é quem monta os roteiros e acompanha os grupos. Mora em Aracaju, olha a tábua de marés toda semana e sabe qual passeio cansa demais para emendar com o outro.
O atendimento do Chile é pelo Instagram. Chame por lá e a gente monta o roteiro com você.
Falar sobre os passeios no Chile