O que comer em Aracaju: o prato, o lugar e a hora
Caranguejo, peixe de água doce e comida de mangue: o que comer em Aracaju muda conforme o passeio do dia, e a melhor refeição costuma ser dentro de um deles.
Caranguejo, peixe de água doce e comida de mangue: o que comer em Aracaju muda conforme o passeio do dia, e a melhor refeição costuma ser dentro de um deles.
Em Aracaju se come caranguejo, peixe e camarão — mas a refeição que a maioria lembra depois não é a da cidade: é a que acontece dentro de um passeio. No restaurante flutuante ancorado ao lado do banco de areia, na beira do São Francisco, no vilarejo de pescadores. Este texto separa as duas coisas: o que comer na cidade e o que esperar da comida em cada passeio.
Como no resto do site, não citamos restaurante pelo nome: não operamos nenhum, e recomendação sem conhecimento de causa não ajuda ninguém. O que dá para dizer com segurança é o que é típico, onde costuma aparecer e em que momento do dia ele cabe.
Aracaju tem no caranguejo a sua comida de rua mais reconhecível: servido inteiro, quebrado à mão com um pedaço de madeira, para comer devagar e em grupo. É comida de mesa demorada, não de almoço apressado antes de um passeio — reserve uma noite para isso.
Quem não quiser encarar a quebra tem as versões mais fáceis: a casquinha, o caldinho e o pirão feitos com a mesma carne.
Peixe frito ou grelhado com pirão, moqueca, camarão ao alho e óleo e a casquinha de siri estão em quase toda mesa de beira de praia. O peixe muda conforme o dia e a maré: aqui é normal o restaurante dizer o que tem, em vez de você escolher na lista.
Um detalhe que vale saber antes: nos passeios de rio, o peixe costuma ser de água doce, e não de mar. É um sabor diferente, mais suave, e é justamente o que faz sentido comer ali.
O mangue é a paisagem que define esta parte do litoral, e ele aparece no prato: caranguejo, siri, aratu e ostra. É a cozinha mais local que existe por aqui — mais do que qualquer prato que se anuncie como típico numa vitrine.
Tapioca, cuscuz, macaxeira com carne de sol e bolo de macaxeira aparecem no café da manhã e no fim da tarde. Nas praias, é comum o vendedor passar com queijo coalho na brasa e cocada. Para quem sai cedo em passeio, esse tipo de lanche resolve o café que o hotel ainda não serviu.
O almoço acontece num restaurante flutuante ancorado ao lado do banco de areia, e a maioria pede caranguejo ou peixe. É a refeição mais bonita do roteiro: mesa sobre a água, com o rio em volta. Não está inclusa no passeio — leve dinheiro para ela.
A parada é na beira do São Francisco, e o peixe é de água doce. Como o passeio tem cerca de doze horas e sai entre 5h e 6h da manhã, esse almoço é o eixo do dia: você chega nele com fome de verdade.
Almoça-se no vilarejo, já do lado da Bahia, depois da travessia de barco e da subida das dunas. Comida simples de pescador, servida sem pressa.
A parada fica onde o rio encontra o mar, e o cardápio reflete isso: tem peixe de rio e tem frutos do mar na mesma mesa.
A orla concentra a maior parte dos restaurantes e é onde se janta a pé, sem carro. É também onde o caranguejo cabe: no fim do dia, com tempo. Depois de um passeio de dia inteiro, quase ninguém tem disposição para uma refeição longa — programe a noite de caranguejo para um dia sem passeio, ou para um dia de meio período.
Manda quantos dias você tem. A gente devolve o roteiro dia a dia, já encaixando a Croa do Goré no dia da maré.
Quem escreve aqui é quem monta os roteiros e acompanha os grupos. Mora em Aracaju, olha a tábua de marés toda semana e sabe qual passeio cansa demais para emendar com o outro.
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